segunda-feira, 18 de março de 2013

Undercover - cap 1 !


  • Me chamo Alice, tenho 18 anos, meus pais foram assassinados quando eu tinha apenas 13 anos de idade, eu não estava em casa quando isso ocorreu. Sou dona da empresa Sanders do meu falecido pai, não tenho paciência para essas coisas, então meu mordomo Oliver cuida dos negócios para mim. Quando meus pais foram enterrados eu fiz uma promessa pra mim mesma, pra vida toda, eu iria procurar esse assassino até no inferno, custe oque custasse, cujo fosse matar qualquer que se intrometesse no meu caminho, eu o acharia, e mataria lentamente e dolorosamente. 
    Mas falando assim parece ser fácil, mas não é, a muitos anos venho tentando acha-lo, parece quase impossível, sofro de esquizofrenia tomo Saroquel, estudo na merda do colégio Albert Einstein. Usamos uns uniformes que sinceramente são horríveis, as meninas usam saias pretas, blusas brancas e gravata preta, e os meninos calça preta, blusa branca e gravata preta, eu como tenho um estilo alternativo, e não gosto de ser iguais aos outros, coloco meias arrastão com botas meio cano, uso alargador 4mm, batom vermelho pra realçar a cor dos meus cabelos pretos e lisos, e pra destacar meus olhos azuis uso delineador  coloco meus óculos escuros, pois o sol de manhã é dos inferno. 
    Já havia terminado de me arrumar e fui pro inferninho, fui com minha Harley Davidson vermelha mas eu estava de saia, e deveria me comportar como uma ''moça decente'', então escolhi ir com meu Dodger Charger preto, ele era o queridinho da mamãe. Liguei o som, e logo começou a tocar AC/DC eu amava essa banda, depois que meus pais morreram aderi um novo estilo, combinava até mesmo com minha personalidade, depois de assassinar pessoas eu ouvia músicas, pra não sentir remorsos, me distrair, e agir normalmente. 
    Estacionei no pátio da escola, logo desci e me deparo com as mal amadas e mal comidas, só perdia Samantha Kellutz a rainha das putas, uma líder de torcida qualquer, ainda mato elas, mas meu objetivo era outro, eu lutaria por ele até o último dia da minha vida. Entrei na escola e sinto um fervor, pois as cocotinhas olhavam e cochichavam, mas foda-se, os moleques me olhavam de boca aberta não dei moral entrei na sala, sentei-me e comecei a ler o livro Haryy Potter e a Ordem da Fênix que eu adorava, por um instante desviei minha atenção olhei á minha frente, e lá estava ele Henri Owen o cara que tirava o folego de qualquer uma, menos o meu afinal eu o conhecia a muito tempo, ele era o meu amor de infância que hoje não é nada além de um moleque que se acha, e me dá nojo. Pois no momento mais difícil que precisei ele não estava lá, simplesmente sumiu da face da terra, e eu encarei sozinha, como sempre estive e estou. 
    Quando me dou conta já havia um tempo que o encarava, ele deu um sorriso eu desviei o olhar, e continuei a ler, sem ao menos o olhar senti que havia deixado-o confuso.
  • No fundo eu ficava mal em agir assim com ele, éramos unha e carne, irmãos, amigos, e eu sempre o amei, não como irmão ou amigo, como algo a mais, sempre, mas eu devia agir assim, eu necessitava ele tinha me abandonado, e eu não era mais aquela menininha boba, que perdoava qualquer coisa, meiga, e sabia sorrir. 
    Num susto fui despertada de meus devaneios, ele havia se levantado e vindo direto a mim. 
    - Oiiiiiiii porque me virou a cara, a noite não foi boa é? - ele disse num tom, engraçado, como sempre agia comigo, há um tempo atrás. 
    - Oi, se você não vê estou ocupada. - Falei friamente, com uma pontada no peito, mas sem deixar transparecer, era uma especie de amor e ódio. 
    - Nossa. Vou fingir que você veio falar comigo como uma pessoa decente, me deu abraço e disse que sentia minha falta. Mas e como você está? 
    - Cara, sai daqui. Primeiramente quem vê pensa que se importa comigo perguntando isso. 
    - Nossa que agressividade, é lógico que me importo com você. Que eu fiz hein?
    - Oque você fez? Me deixou sozinha quando meus pais faleceram, eu encarei sozinha, e você? Onde você estava? Você sumiu, não deu sinal, e quando soube do acontecido não fez nada. Na onde você tava? Você me deixou. 
    - Eu.., você ignorou todas as vezes que tentei falar contigo, você não respondi meus e-mails, e eu não tinha tempo nem pra respirar, mas eu fiquei mal por isso. 
    - É e ficou fazendo oque, que não teve tempo todos esse anos?
  • - Eu.. é.. - E por pura sorte, o sinal tocou e não houve tempo dele me contar, mas eu percebi no tom de sua voz sua hesitação, e sabia que ele mentiria, e gaguejaria. 
    A aula começou, e eu fiquei me corroendo por dentro pois queria saber onde ele estava todo aquele tempo, mas não queria perguntar nem demonstrar interesse, por mim que se foda, porque eu importaria? O tempo foi passando, as aulas voaram, eu não prestei atenção, estava em meus devaneios diários. O sinal tocou e já era o intervalo. 
    Não quis sair da sala, não queria ver a cara daquelas pessoas, peguei meu livro e voltei a tentar ler, só que em vão minha mente martela uma única coisa. Onde será que ele estava? Oque aconteceu? Será que se importava? AH quer saber foda-se, porque me importaria com isso não é? Quando sai de meus devaneios, me deparo com ele na minha frente. 
    - Não vai sair da sala não é?
    - Não ia, mas agora deu vontade quando te vi. - Fechei o livro fortemente, soquei na mochila, e fui saindo.
    Ele me puxou pelo braço com força, e me encarou por um tempo, quando foi se aproximando na tentativa de me beijar, me envolvendo minha cintura em seus braços, com ternura e força eu o empurrei e chutei e sai. 
    - Espera me desculpa, eu vou te explicar oque aconteceu, volte aqui por favor, e prometo te deixar em paz, por favor. 
    - Então diz. 
    - Eu..




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