sexta-feira, 26 de abril de 2013

Undercover - 5



 ( - vem entra , por favor, não quero que pegue um resfriado, prometo que não sou um estuprador, tudo bem? – ele ainda me olhava sorrindo, apenas assenti com a cabeça e entrei, molhando todo seu estofado de couro. ) <<<<<< ultimo capitulo <<<<<

- agora podemos nós apresentar formalmente certo? , Meu nome é Jonathan Carter, pode me chamar de Jonas ou só Carter mesmo e o teu nome como é? – ele me disse sorrindo.
- Sanders, Alice Sanders. Pode me chamar de Pequena se quiser, e obrigado pela carona e me desculpe pela grosseria de agora a pouco é que não muito normal um cara desconhecido me dar carona e eu molhar o banco de couro do carro dele a ponto de estragar. – mais que merda eu tava falando, já tava sendo grossa de novo, foco Alice!.
- Wow , calma ai , não se preocupe Srt. Sanders  eu não ligo pra isso.- ele me disse  sorrindo, qual é porque esse cara não para de sorrir? , e porque o sorriso dele tem que ser tão lindo ham?
- Droga  - murmurei baixinho , tinha esquecido completamente do meu carro.
- Que foi Senhorita Sanders ? .
- Meu carro, meu lindo Bebê, deixou-o na escola.
-  ah o Dodger Charger Preto É TEU ? – ele me olhou como se eu fosse um ET.
- Sim, porque o espanto ? – perguntei segurando o riso de sua expressão exagerada.
- Nada, é só meio como posso dizer, WOW, uma mulher dirigindo um Dodger Charger, é realmente impressionante. – ele ria um pouco e eu também.
- Eu sou impressionante Baby – nossa, ok nem eu esperava por aquilo, só pude escutar uma gargalhada gostosa dele.
- é eu sei , isso foi péssimo né? – comecei a rir também.
- ok Senhorita Sanders  A IMPRESSIONANTE, onde fica o caminho até sua casa?
- mas e meu carro? – perguntei fazendo bico.
- tudo bem, Façamos o seguinte, vou ligar para John e pedir que ele fique com teu carro, a chuva esta ficando forte e esta cada vez mais difícil de visualizar as ruas, mais tarde eu mesmo o pego e entrego na tua casa, ficamos combinados assim?
- Sim e mais uma vez obrigada por tudo . – ele apenas assentiu e me lançou um sorriso terno. Passados alguns minutos estranhei não termos chegados ainda, realmente estava muito difícil ver qualquer coisa na rua, estava tremendo de frio, por mais que o aquecedor estivesse ligado , ainda sim morreria de frio.
- Pequena.
-sim ?
- Pegue o meu casaco, está no banco de trás.
- Não Jonathan , não precisa estou bem assim.
- deixe de ser teimosa menina, pegue , ande.
- Tá.- revirei os olhos, avistei um livro  em cima do casaco que Jonathan me pediu para pegar, Shakespeare , Romeu e Julieta, nem preciso dizer que me encantei mais ainda, peguei o casaco e voltei para o banco de passageiro.
- Pequena, desculpe, mais a chuva esta muito forte, sua casa ainda fica mais longe segundo o GPS, a minha casa esta aqui perto, bom se não se importasse não gostaria de ficar lá até a chuva passar?, você esta tremendo de frio , duvido que meu casaco impeça-a de pegar um resfriado ou algo pior. Oque acha?
- se não for muito incômodo, mas do que já estou lhe incomodando.
- não será incômodo algum.
- sendo assim não vejo problemas então, muito obrigado de novo Jonathan    



- ei pare de me agradecer, não sou digno de tantos agradecimentos assim!
- desculpe-me então.
 ele soltou uma risadinha e balançou a cabeça negativamente.
- Chegamos ao meu lar, vem. – falou me puxando pela mão, quando toquei sua mão senti choques elétricos percorrerem meu corpo , talvez era porque eu estava congelando de frio e ele esta até quentinho.  Sua casa não era enorme como uma mansão era aconchegante, sua casa tinha um ar tão dele,  seu escritório  era um sonho de consumo  tinha uma lareira grande, não gigante mais proporcional ao espaço , ao lado da lareira tinha estantes de livros. O resto da casa era bonita e aconchegante, era dois andares, o andar superior tinha os quartos de hóspedes, banheiros  e uma porta que dava a uma sala de luta, um saco de box suspenso por cabos de aço no canto direito  e objetos de lutas marciais no canto esquerdo, não ousei perguntar o porque de tudo aquilo, seria invasão de privacidade da minha parte, ele já estava sendo super  amigável  comigo , porque enche-lo de perguntas?, enquanto o mesmo ia buscar algumas roupas pra mim , eu observei alguns Cds , Dvds e Livros.
- Voltei , como não tenho nada de mulher aqui comigo, peguei uma box, uma camiseta e uma calça de moletom, se não se importar é o melhor que tenho a lhe oferecer, já preparei sua banheira, a agua esta quentinha.
- oh, obrigado não precisava se incomodar, e obrigado pela banheira, se não se importa, vou tomar banho agora esta bem?
-Sim  claro. Estarei lhe esperando aqui em baixo.
- Com licença.
Aquela agua morna estava me relaxando muito, minha vida estava uma bagunça, Henri não largava do meu pé e o pior é que ainda o amava e muito, minha vingança já não estava fazendo mais tanto sentido, já estava farta de procurar e procurar sem nenhuma resposta, eu gostava de matar e torturar, não sou bem a mocinha da historia, de certa forma isso me aliviava, mais já estava cansada, mas pelo menos havia uma alegria em minha vida, minhas amigas, elas voltaram depois de tanto tempo , posso parecer uma rocha mais não sou , há muitos anos reprimi a menininha lindinha, que chorava por tudo, aprendi que pra ser forte , não posso chorar e muito menos deixar me amolecer por qualquer coisa, mas realmente Henri meche comigo, oh céus porque o amo tanto?, não deveria haver espaço na minha vida pra isso, não era correto, apesar de não conseguir perdoar Henri por ter me abandonado não posso  deixar de ser culpada também , se Henri sonhasse com as coisas que faço nunca mais e aproximaria de mim , mais pelo menos seguiria sua vida em paz, por mais que eu anseie uma vida normal, não posso ter, posso colocar muitas pessoas em perigo. Fui despertada de meus devaneios quando ouvi barulho de passos e batidas na porta do banheiro.
- Pequena, você está bem?   - ah havia me esquecido do deus grego lá embaixo.
- Estou sim, perdoe-me  pela demora.
- não tudo bem , só estranhei a demora, faz quase uma hora que você esta ai  - nem percebi que estava chorando, só me dei conta quando escutei meus próprios soluços  e passei as pontas dos dedos pelo meu rosto. – Pequena você está chorando? , tem certeza que está tudo bem?
- tenho sim, me espere lá em baixo, por favor – minha voz saio  mais tremula do que  eu imaginava.
- tudo bem , se precisar de algo me chame.
Depois de escutar o mesmo descer as escadas, terminei o banho me direcionei até o quarto , em cima da cama estava, uma camiseta social preta, uma calça de moletom cinza e uma cueca boxer da Calvin Klein, me lembrei que tinha uma camiseta dos Beatles dentro da bolsa, era um pouco mais confortável que a camiseta social , que pensando bem deveria ficar perfeitamente bem nele, a camiseta social era meio justa e apertada  , que provavelmente  destacaria muito bem aqueles músculos, foco Alice, já esta tendo pensamentos pervertidos com o coitado. Vesti minha Blusa e desci, o encontrando deitado em sua poltrona no escritório lendo um livro , Macbeth de Shakespeare,  não sei oque me surpreendia mais ele lendo tão concentrado tão lindo ou o fato de que ele estava sem camisa com um óculos de leitura que diga se de passagem o deixou mais sexy, sedutor, como se respira mesmo? .
- voltei  - o chamei, ele se assustou um pouco mais logo sorrio para mim.
- Está com fome?, saímos tarde da instituição hoje, quer comer algo?
- por favor, estou morrendo de fome. – logo quando disse isso, minha barriga roncou mostrando que eu não falava só por falar, ele se levantou e veio caminhando em minha direção, passou por mim sorrindo em direção a cozinha, pude sentir seu perfume amadeirado, me entorpecendo a medida que puxava mais ar para os meus pulmões. Caminhei atrás dele , sentei ao balcão da cozinha trazendo comigo romeu e julieta.
-ela ensina as luzes a brilhar! Parece pender da face da noite como um brinco precioso da orelha de um etíope! Ela é bela demais pra ser amada e pura demais pra esse mundo! Como uma pomba branca entre corvos, ela surge em meio às amigas. Ao final da dança, tentarei tocar sua mão, pra assim purificar a minha. Meu coração amou até agora? Não, juram meus olhos. Até esta noite eu não conhecia a verdadeira beleza.
- wow, temos uma amante de literatura aqui? – dei uma gargalhada e ele logo me acompanhou.
- oque temos agora , cozinheiro ?
- Sanduiche a moda da casa, refrigerante e chocolates?
- nossa que banquete dos deuses – falei irônica, mas logo depois desatei a rir de sua cara incrédula, não entendia essa vontade que tinha de sorri quando estava perto dele.

Carter Pov on 


Depois de uma conversa animada na mesa da cozinha, resolvemos assistir um filme, Pequena era realmente encantadora, apesar de ser um pouco mais nova, não era igual a meninas da tua idade, que eram fúteis e egoístas, ela era incrivelmente linda, estava deitada em meu peito, seu rosto era tão sereno, tão angelical, apenas acariciava teus cabelos, macios, lisos e pretos, sua pele era branca, tão branca como a neve, resolvi parar de observa-la com relutância mais resolvi, peguei-a nos braços e levei até o meu quarto, que era o melhor da casa, coloquei-a na cama, ela se remexeu um pouco e pediu com voz rouca e baixa,
- Fica aqui. – disse ela meio sonolenta.
- Tem certeza? – não sabia se era uma boa ideia, nem nós conhecíamos direito pra termos essa intimidade.
- Tenho sim – respondeu um pouco mais lucida.
- Não vai me bater pela manhã? – ela soltou um risinho gostoso.
-  Não , não vou , mais não tente fazer nada comigo, se não te arrebento em dois tempos.
- sendo assim tudo bem, já estou voltando. – ela só murmurou um ‘’aham’’. Desci as escadas, peguei as coisas dela, tranquei a casa, peguei minha arma e subi, coloquei minha arma na gaveta da cômoda na esperança de ela não a ver , mais acho que não viu, peguei suas roupas e guardei em sua bolsa, peguei teu celular e coloquei-o na cômoda junto ao meu, quando deitei na cama, ela já tinha adormecido, senti seus braços me abraçarem inocentemente e colar nossos corpos. Dali em diante eu tinha certeza que dormir na minha cama não seria mais a mesma coisa pra mim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário